Tribos online
Wednesday, September 26th, 2007Para quem não conseguiu ver o programa Tribos, dia 17/09, no canal Multishow.
Para quem não conseguiu ver o programa Tribos, dia 17/09, no canal Multishow.
Confesso que não sou muito de praia. Meu apelido entre os amigos é “Branco”, imagina.
Sou daquelas pessoas que, se colocam uma sunga branca, ficam invisíveis na areia.
E olha que não foi por falta de tentativa. Já passei férias inteiras em costas brasileiras, torrando baixo o Sol escaldante dos meios-dias equatorianos de Fortaleza, fritando sob as luzes de Natal, fervendo nas águas de Recife. E nada. Depois de 2 dias de sombra, lá vinha o “branco” descendo a ladeira. Então, simplesmente desisti.
Agora, só torro, escaldo, frito e fervo na cozinha.
E a praia passou a servir para outros fins: prover os ingredientes.
Tais como os das receitas da aula “Praiana”, do dia 18/09.
Lulas recheadas com farofa de cream-cracker
e lingüiça mineira curada
Ingredientes (para 4 pessoas)
4 lulas grandes (cerca de 400 g cada)
¼ pacote de biscoito cream-cracker com gergelim
½ lata milho em conserva (opcional)
½ pimentão vermelho picado em cubinhos
2 dentes de alho grandes amassados
100 g manteiga ou 100 ml azeite extra virgem
azeite
sal e pimenta
palitinhos de madeira
Modo de Preparo
Limpe as lulas. Comece puxando os tentáculos, para separá-los da cabeça. As vísceras devem sair grudadas aos tentáculos, se não saírem puxe-as com o dedo. Corte abaixo do olho da lula separando os tentáculos, que devem ser guardados.
Retire a pena de dentro do corpo da lulas, e com os dedos puxe a pele. Se preferir retire as nadadeiras (opcional). Jogue fora as vísceras, o olho, a pena e a pele. Termine fazendo um pequeno corte na ponta da lula para abrir um buraquinho que facilitará na hora de rechear.
Coloque os biscoitos em um saco plástico resistente e quebre-os com um martelo ou rolo de macarrão. misture o farelo com o pimentão, o milho e o alho. Derreta a manteiga e adicione a mistura. Tempere com sal e pimenta.
Com o auxílio de uma colher recheie as lulas com a farofa, sem encher demais. Junte os tentáculos ao corpo e prenda com um palitinho de madeira. Tempere com sal, pimenta e bastante azeite e leve a uma churrasqueira ou a uma frigideira. Cozinhe somente até a lula atingir o ponto (assim que toda sua carne estiver esbranquiçada).
Corte em fatias e sirva com salada verde e um vinagrete básico.
Dicas
Pode-se pedir ao peixeiro que ele limpe a lula, facilitando bastante o trabalho.
Se fizer a receita na frigideira, pincele bem a lula com azeite e não coloque azeite na frigideira.
Vinagrete básico
Ingredientes
30 ml vinagre ou suco de limão
120 ml azeite
1 c.chá açúcar
sal e pimenta branca
Modo de Preparo
Dissolva o sal, o açúcar e a pimenta no vinagre. Com um fouet vá batendo a mistura acrescentando o azeite em fio constante para emulsionar o vinagre no azeite.
Dicas
O vinagrete também pode ser feito no liquidificador ou numa coqueteleira. No primeiro coloque todos os ingredientes exceto o azeite, ligue o liquidificador e vá adicionando o azeite aos poucos. No segundo junte tudo e sacuda até emulsionar.
Peixe assado em sal grosso
Ingredientes para (4 pessoas)
1 peixe com cerca de 1,6 kg, inteiro sem vísceras e guelras
(recomendamos o olho de cão)
2,5 kg sal grosso
5 claras de ovo (opcional)
pimenta
Modo de Preparo
Misture a clara com o sal e forre o fundo de uma assadeira com uma camada grossa de sal grosso. Tempere o peixe com bastante pimenta, e coloque-o sobre o leito de sal grosso. Cubra-o com uma camada da mesma espessura de sal.
Se não tiver usado as claras de ovo, borrife a camada de sal com água. Asse por 35 minutos no forno a 220 graus. Retire o excesso de sal grosso, a pele e sirva.
Dicas
Para saber se o peixe está no ponto enfie uma faquinha bem no centro do peixe, furando a crosta de sal, e veja se a ponta desta está quente.
Ao pedir o peixe na peixaria diga ao peixeiro que quer ele “limpo, mas inteiro e com escama”.
Arroz em água de coco
Ingredientes (para 4 pessoas)
400 ml arroz para sushi
400 ml água de coco
Modo de Preparo
Lave o arroz até que a água fique clara e deixe escorrer bem.
Coloque o arroz e a água de coco em uma panela de fundo grosso, tampe e leve ao fogo alto até ferver. Abaixe o fogo para o mínimo e deixe cozinhar até que o arroz absorva por completo a água.
Desligue o fogo e deixe o arroz descansar na panela tampada por 20 minutos. Afofe com um garfo e sirva.
Azeite de curry vermelho
Ingredientes
500 ml azeite extra virgem
1 a 2 c.sopa de pasta de curry vermelho
Modo de Preparo
Misture o azeite e a pasta de curry em um bowl e leve a banho maria para aquecê-lo a 60 graus por meia hora (não deixe a temperatura passar de 80 graus). Retire do fogo, coe em um pano, se quiser, e reserve.
Para a receita da sobremesa, o Carpaccio de Abacaxi com Limão Confit e Pimenta Rosa, acesse a página Receita da Semana.


Enquanto o Cristiano está ralando no Rio, eu não tenho como evitar… estou tirando uma onda em Paris!
Vim acompanhando minha avó Lúcia por uma semana, antes de partir e encontrar o sócio em Munique
Claro que aproveito a viagem para pesquisar, estudar algumas futuras possibilidades de negócio e, logicamente, comprar bugingangas.
Hoje é domingo e, no meu primeiro dia de turista, resolvemos (eu e a vó) visitar Versailles, onde fica o famoso castelo construído por Louis XIV. É de fato majestoso, com todo glamour, luxo e frescurite que se tinha direito. Instalações douradas, cheias de frufrus, jardins floridos, grandiosos, lindos. Para você entender, é só pensar que Maria Antonieta, em seu tempo, teve até direito a criar uma cidadezinha só para ela ao lado, pois sentia falta do clima bucólico e rústico de uma vila. Tadinha.
Porém, vale dizer que Versailles não é apenas o château. Antes de ir à atração principal, resolvemos dar uma andada pela cidade e descobrimos um mercado aberto de rua maravilhoso. Tanto que decidimos pular o almoço (e olha que é sagrado!) e comprar um sortido de queijos para comer à céu aberto, acompanhado por baguetes e uma singela garrafa de vinho.
Escolhemos 2 Grotins, um de cabra e um de ovelha; um Langres, da região de Champagne (meu preferido); um pedaço de Brie de leite cru; um Epoisse que ele chamavam de sans denomination (d’origine controlée); um Tomme; e um Chabichou, bem cremoso por dentro.
O vinho foi um Beaujolais, de Denomination Fleurie Controlée, tinto, de corpo bem leve… nada demais, mas acompanhou humildemente, sem se pronunciar muito durante o processo de degustação.
Taí a foto dos ditos cujos.

Depois, já meio altos pelo vinho, eu e dona Lúcia caminhamos para o castelo, seguindo o roteiro. Bustos, paredes de mármore, muros vivos, passeio de trenzinho, deitadas da grama e muitos outras etapas depois, saímos super satisfeitos com a visita.



Mas loucos para chegar em casa e terminar de matar os queijos.